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09 Out 2010


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LIMPEZA DE COMPONENTES

(A 12ª de 30 importantes etapas)

A Limpeza de Componentes é uma condição essencial para a inspecção das superfícies

 

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Após a remoção dos componentes do conjunto principal a que pertencem e antes da sua sujeição a qualquer processo de inspecção devidamente homologado, as superfícies dos componentes têm que ser limpas de todas as gorduras com origem nos óleos e massas lubrificantes usados, tem que se remover todas as camadas de óxidos que se formam, especialmente nas zonas adjacentes ao encaminhamento dos gases quentes e de escape, e devem ser removidas todas as pinturas de protecção, previamente aplicadas para proteger as superfícies contra os diferentes tipos de corrosão, etc..

Qualquer método de inspecção que tenha como objectivo a avaliação das superfícies metálicas do componente, obriga a que este tenha que apresentar essas superfícies na condição de "virgens". De igual forma, os métodos destinados a avaliar as zonas subsuperficiais, exigem que as superfícies se apresentem completamente limpas, a fim de evitar o efeito das interfaces, que prejudica a eficácia da maioria dos métodos de avaliação.

A limpeza das superfícies pode fazer-se por via mecânica ou química. Pela via mecânica a superfície da peça sofre a projecção de elementos sólidos (microesferas de sílica, de caroço de alperce ou de plástico) acompanhados de água ou vapor ou simplesmente a seco, com uma intensidade (caudal e pressão) regulada consoante o agente a remover, as características mecânicas do material constituinte da superfície a limpar e a sua geometria. Pela via química, os componentes são sucessivamente mergulhados em tanques contendo desengordurantes, desoxidantes, "despintores" (para remoção de tintas e "primários" de protecção) e outros componentes químicos, de acordo com os agentes a remover e as propriedades químicas dos materiais constituintes dos componentes.

Estes processos (por vezes, um misto duma técnica mecânica combinada com uma técnica química) poderão demorar alguns dias de acordo com as camadas, natureza e quantidade de agentes a remover, dependendo, também, da eficiência dos compostos químicos usados para a remoção (quanto mais saturados menor a sua eficiência).

Os processos mecânicos (por vezes usados em alternativa aos processos químicos, porque mais eficientes), devem, no entanto, ser usados com parcimónia, conquanto reduzem a espessura das superfícies, o que pode ser inaceitável em certas situações e induzir eventuais fissuras.

No final, todos os resíduos dos produtos de limpeza devem ser devidamente removidos, especialmente os produtos sólidos, já que podem alojar-se em determinadas cavidades e reentrâncias dos componentes de acordo com a geometria específica de cada um. Sobretudo há que ter muito cuidado com os canais de lubrificação existentes em alguns componentes, como "carteres" e suportes de rolamentos.

Devido ao facto de nem sempre a cadeia produtiva da empresa reparadora permitir um fluxo contínuo de componentes do mesmo motor, pode ocorrer interrupção neste fluxo, significando que algumas peças depois de limpas tenham que aguardar algumas horas ou alguns dias até serem inspeccionadas. Nestas circunstâncias há que proteger as superfícies expostas agora altamente vulneráveis à oxidação, uma vez que as suas camadas protectoras foram, entretanto, removidas. Para obviar a esse efeito as peças são mergulhadas em óleos de protecção ou tratadas por agentes químicos que não alterando a superfície, a protege, no entanto, da oxidação. Todavia, existem componentes que não podem ser protegidos, pelo que a subsequente inspecção não pode ser protelada, pelo que a urgência da sua inspecção justifica que ultrapassem outros trabalhos em curso.

Esta fase constitui a preparação dos componentes para a fase seguinte de ensaios não destrutivos, considerada crucial em qualquer acto de inspecção e manutenção.


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