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LIMPEZA DE COMPONENTES (A 12ª de 30 importantes etapas) A Limpeza de Componentes é uma condição essencial para a inspecção das superfícies |
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Após
a remoção dos componentes do conjunto principal a que pertencem e antes da sua
sujeição a qualquer processo de inspecção devidamente homologado, as superfícies
dos componentes têm que ser limpas de todas as gorduras com origem nos óleos e
massas lubrificantes usados, tem que se remover todas as camadas de óxidos que
se formam, especialmente nas zonas adjacentes ao encaminhamento dos gases
quentes e de escape, e devem ser removidas todas as pinturas de protecção,
previamente aplicadas para proteger as superfícies contra os diferentes tipos
de corrosão, etc..
Qualquer
método de inspecção que tenha como objectivo a avaliação das superfícies
metálicas do componente, obriga a que este tenha que apresentar essas superfícies
na condição de "virgens". De igual forma, os métodos destinados a
avaliar as zonas subsuperficiais, exigem que as superfícies se apresentem
completamente limpas, a fim de evitar o efeito das interfaces, que prejudica a
eficácia da maioria dos métodos de avaliação.
A
limpeza das superfícies pode fazer-se por via mecânica ou química. Pela via
mecânica a superfície da peça sofre a projecção de elementos sólidos
(microesferas de sílica, de caroço de alperce ou de plástico) acompanhados de
água ou vapor ou simplesmente a seco, com uma intensidade (caudal e pressão)
regulada consoante o agente a remover, as características mecânicas do
material constituinte da superfície a limpar e a sua geometria. Pela via química,
os componentes são sucessivamente mergulhados em tanques contendo
desengordurantes, desoxidantes, "despintores" (para remoção de
tintas e "primários" de protecção) e outros componentes químicos,
de acordo com os agentes a remover e as propriedades químicas dos materiais
constituintes dos componentes.
Estes
processos (por vezes, um misto duma técnica mecânica combinada com uma técnica
química) poderão demorar alguns dias de acordo com as camadas, natureza e
quantidade de agentes a remover, dependendo, também, da eficiência dos
compostos químicos usados para a remoção (quanto mais saturados menor a sua
eficiência).
Os
processos mecânicos (por vezes usados em alternativa aos processos químicos,
porque mais eficientes), devem, no entanto, ser usados com parcimónia,
conquanto reduzem a espessura das superfícies, o que pode ser inaceitável em
certas situações e induzir eventuais fissuras.
No
final, todos os resíduos dos produtos de limpeza devem ser devidamente
removidos, especialmente os produtos sólidos, já que podem alojar-se em
determinadas cavidades e reentrâncias dos componentes de acordo com a geometria
específica de cada um. Sobretudo há que ter muito cuidado com os canais de
lubrificação existentes em alguns componentes, como "carteres" e
suportes de rolamentos.
Devido
ao facto de nem sempre a cadeia produtiva da empresa reparadora permitir um
fluxo contínuo de componentes do mesmo motor, pode ocorrer interrupção neste
fluxo, significando que algumas peças depois de limpas tenham que aguardar
algumas horas ou alguns dias até serem inspeccionadas. Nestas circunstâncias há
que proteger as superfícies expostas agora altamente vulneráveis à oxidação,
uma vez que as suas camadas protectoras foram, entretanto, removidas. Para
obviar a esse efeito as peças são mergulhadas em óleos de protecção ou
tratadas por agentes químicos que não alterando a superfície, a protege, no
entanto, da oxidação. Todavia, existem componentes que não podem ser
protegidos, pelo que a subsequente inspecção não pode ser protelada, pelo que
a urgência da sua inspecção justifica que ultrapassem outros trabalhos em
curso.
Esta fase constitui a preparação dos componentes para a fase seguinte de ensaios não destrutivos, considerada crucial em qualquer acto de inspecção e manutenção.