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07 Out 2010


Se pretende saber como se procede à manutenção de motores aeronáuticos, leia esta página.

A Manutenção de motores aeronáuticos reveste-se de enorme rigor em virtude do factor segurança primar em todas as actividades desenvolvidas. As várias etapas através das quais se desenvolve a actividade de manutenção consomem grandes recursos pelo que estes devem ser usados criteriosamente e possuir elevada especialização

ETAPAS    DA     MANUTENÇÃO

Mapa das Etapas da Manutenção  |  Diagrama de Gantt  |  Configuração Oficinal

O custo da manutenção profunda de um motor aeronáutico pode atingir cerca de 80 mil contos

Do valor final da factura relativa a uma reparação profunda, cerca de 60% a 80% corresponde a peças

Uma reparação profunda pode demorar cerca de 45 a 60 dias úteis de trabalho

 

   

 

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A manutenção de produtos aeronáuticos realiza-se em empresas reparadoras devidamente homologadas e autorizadas (certificadas) pelas autoridades aeronáuticas jurisdicionais e de conveniência. A autoridade aeronáutica jurisdicional é aquela que superintende as operações aéreas e a manutenção, no país onde essa entidade está sedeada ou opera. As autoridades aeronáuticas de conveniência são aquelas que superintendem a manutenção das aeronaves registadas na sua área de jurisdição mas que continuam a ser responsáveis pela forma como se processa a manutenção de produtos aeronáuticos noutros países e que posteriormente serão operados nos países de origem ou onde estão registadas as aeronaves que equipam.

A manutenção aeronáutica realiza-se em três níveis diferentes como se passa a descrever.

A Manutenção de Linha (na linguagem anglo-saxónica "Line Maintenance") é a designação comercial à qual corresponde uma designação militar de "1º Escalão" (na linguagem anglo-saxónica "Organizational Level" ou "Level O"), corresponde às acções de manutenção praticadas junto à aeronave no seu local de estacionamento, implicando apenas a imobilização desta e algumas horas de trabalho. Normalmente, estas acções são realizadas pelos técnicos do próprio operador. Nos casos de se tratar de pequenos operadores proprietários de um reduzido número de aeronaves, este nível de manutenção é requisitado a terceiros. Do ponto de vista das autoridades aeronáuticas este nível de manutenção realiza-se segundo regulamentação específica.

A Manutenção Intermédia (na linguagem anglo-saxónica "Intermediate Maintenance") é a designação comercial à qual corresponde uma designação militar de "2º Escalão" (na linguagem anglo-saxónica "Intermediate Level" ou "Level I"), corresponde às acções de manutenção praticadas com recurso à imobilização das aeronaves em hangares já que implica acções de inspecção e desmontagem com algum significado, fazendo intervir ferramentas e equipamentos de apoio especiais. Normalmente, estas acções são realizadas pelos técnicos do próprio operador. Nos casos de se tratar de pequenos operadores proprietários de um reduzido número de aeronaves, este nível de manutenção é requisitado a terceiros com a utilização de hangares alugados. Do ponto de vista das autoridades aeronáuticas este nível de manutenção realiza-se segundo regulamentação específica.

A Manutenção Profunda (na linguagem anglo-saxónica "Overhaul Maintenance") é a designação comercial à qual corresponde uma designação militar de "3º Escalão" (na linguagem anglo-saxónica "Depot Level"), corresponde às acções de manutenção praticadas com recurso à imobilização das aeronaves em hangares já que implica acções de inspecção e desmontagem de vulto, obrigando, em alguns casos, à desmontagem completa da aeronave e seus sistemas, fazendo intervir um grande número de ferramentas, equipamentos de apoio especiais e tecnologias e, sobretudo, implica um enorme investimento. Normalmente, estas acções de manutenção são realizadas em oficinas reparadoras especializadas, detentoras de grande capacidade e competência. Do ponto de vista das autoridades aeronáuticas este nível de manutenção realiza-se segundo regulamentação específica. O estatuto ao abrigo do qual estas entidades realizam a sua actividade para terceiros é designado por FAR 145 para a FAA e JAR 145 para a JAA, e designam-se, na linguagem anglo-saxónica por "Repair Stations". A actividade de manutenção dos seus próprios meios é regulamentada de modo diferente.

Pode ainda considerar-se um 4º nível de manutenção, designado por “regeneração” (em linguagem anlo-saxónica designado por “remanufacturing” ou “rebuild”) a que corresponde uma designação militar de 4º escalão. Neste nível, pressupõe-se a reparação através da reconstrução de partes dos componentes e constitui, basicamente, a actividade de reparação de componentes isolados.

Em Portugal, apenas a TAP Air Portugal, em Lisboa e a OGMA, Indústria Aeronáutica de Portugal, SA, em Alverca, são detentoras deste estatuto, para vários produtos aeronáuticos, tais como: aeronaves, motores, aviónicos, componentes e peças isoladas.

No passado, a maioria das transportadoras aéreas nacionais (quase todas intervencionadas pelos respectivos governos, daí a designação comum de transportadoras de "bandeira") e, mais recentemente, as grandes transportadoras privadas, realizavam a sua própria manutenção e detinham capacidade excedente para realizarem manutenção para terceiros, com maior ou menor capacidade segundo os diferentes níveis de intervenção e de acordo com a regulamentação aeronáutica.

Com a alteração das regras de acesso ao transporte aéreo e à atribuição de rotas ("desregulamentação" como é conhecido este movimento), uma boa parte dos sectores de manutenção destas transportadoras autonomizou-se e constituem-se, hoje, como "Repair Stations" independentes, concorrendo com as já existentes, aumentando ainda mais o peso da oferta de manutenção no seu equilíbrio relativamente à procura.

Segue-se a lista sequencial das diferentes fases e etapas da manutenção de motores aeronáuticos. (A 1ª Fase cobre todos os trabalhos necessários realizar de modo a identificar as eventuais anomalias existentes. A 2ª Fase cobre os trabalhos de correcção das eventuais anomalias identificadas e ensaios finais para retorno do motor ao serviço).

 

1ª Fase

2ª Fase

 


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