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09 Out 2010


ETAPAS     DA     MANUTENÇÃO

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MONTAGENS DE SUBPARTES

(A 22ª de 30 importantes etapas)

As Subpartes constituem os núcleos dos módulos, acessórios e conjuntos superiores

 

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Com o reenvio dos módulos, acessórios, subpartes e componentes já reparados à área de montagens, dá-se início à montagem parcial do motor ou conjunto superior. A fase de montagem segue uma sequência predeterminada, procedendo-se a montagens parciais de subpartes, acessórios e módulos, em áreas reservadas para esse efeito.

Após algumas destas submontagens é necessário proceder-se a ensaios de verificação parciais, das partes já montadas antes de se avançar para fases posteriores da montagem final.

À medida que os componentes vão sendo montados procede-se, em simultâneo, à verificação de folgas e à introdução de apertos padronizados e especificados e, muitas vezes, ao cálculo de folgas que dependem de outras dimensões (já que as dimensões nunca são exactas mas situam-se dentro de um intervalo, chamado tolerância, e que é muito pequeno e rigoroso).

De todas as operações recolhem-se dados para preenchimento de "check lists" por forma a minimizar erros e evitar que alguma operação seja esquecida.

Por várias vezes se refere que um dos objectivos a alcançar no decurso das acções de manutenção é a minimização de erros. Intencionalmente pretende-se minimizar essa possibilidade, já que a sua eliminação, embora considerada um objectivo, quase sempre fica por atingir.

É frequente a introdução de erros no decurso de acções de manutenção, sobretudo nas fases finais de montagem. Esta característica humana de falhar sob determinadas condições é designada por "Factores Humanos" e representa uma disciplina (subvalorizada por algumas organizações) a que é necessário estar atento e identificar as principais causas.

A maioria dos erros cometidos acaba por não se reflectir em danos maiores ou incidentes sérios. No entanto, alguns deles estão na causa de falhas prematuras de componentes, subpartes, módulos e acessórios, uma vez em funcionamento normal.

Os "Factores Humanos" têm causas muito variadas, desde a falta de formação dos mecânicos, a falhas na organização do trabalho, a formas de pressão por parte dos supervisores, a deficiente comunicação entre os diferentes intervenientes no processo de manutenção, a procedimentos descritos de forma incorrecta, etc..

Para reduzir a probabilidade de erro, para além de atender a todas as causas na origem dos "Factores Humanos" é necessário que todas as operações de manutenção se efectuem com os manuais técnicos abertos nas páginas contendo a descrição das operações em curso e que estas sejam seguidas pelo mecânicos. Nunca se deve permitir a realização de qualquer tarefa baseado na memória individual. É fundamental que os mecânicos acompanhem a realização das tarefas de montagem através da leitura das respectivas descrições (devidamente actualizadas) e, sempre que possível, na linguagem original.

Neste âmbito as empresas terão que realizar um esforço grande em dotar os seus colaboradores de conhecimentos suficientes que lhes permitam ler e interpretar na língua original (quase sempre o inglês) os textos descritivos correspondentes às operações que têm que realizar (ainda que já os tenham memorizado por tantas vezes os terem repetido).

Actualmente existe uma tendência, por parte de muitas empresas, em aumentar o seu desempenho, diminuindo o número de falhas. Um conceito com implantação crescente foi desenvolvido pela Motorola e designa-se por "Seis Sigma" e representa uma medida estatística dos erros cometidos. "Seis Sigma" representa o mais alto nível a que uma organização pode ascender. Segundo este conceito "Seis Sigma" significa que se cometem apenas 3.4 erros em 1,000,000 de operações. Os estágios intermédios para ascender ao nível "Seis Sigma" são: "Dois Sigma" com 308,537 erros, "Três Sigma" com 66,807, "Quatro Sigma" com 6,210 e "Cinco Sigma" com 233 erros, numa base de 1,000,000 de operações. Um programa destes obriga a um conjunto de acções e mudança de atitudes sem precedentes no seio duma organização tradicional.


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