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OGMA - AS CONTRADIÇÕES DUMA DÉCADA

 

   

 

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AVIAÇÃO REGIONAL

A desregulamentação aeronáutica, na perspectiva de permitir o acesso ao espaço aéreo e às operações aéreas, a mais entidades, do que a regulamentação, então existente, permitia, veio possibilitar o aparecimento de novos operadores aéreos.

Estes novos operadores, oriundos da fusão de pequenos operadores ou resultantes de filiais das grandes transportadoras, vieram ocupar o espaço vazio existente, criando rotas alternativas, entre destinos afastados das grandes capitais e operando a partir de aeroportos secundários ou menos congestionados.

Esta nova oferta de rotas, permitindo o transporte de mais passageiros, numa percentagem crescente, apela à utilização de aeronaves de média dimensão, com capacidade de 20, 35, 50, 70, 90 até 110 passageiros. Duma forma geral, estas aeronaves são novas, especialmente concebidas para este tipo intensivo de utilização diária, cuja frequência é elevada (na ordem das 8 a 11 horas-voo por dia, com voos de duração média entre os 50 a 90 minutos).

Pelo facto de a OGMA ter sido instituída como reparador oficial dos motores de nova geração AE2100 e AE3007, instalados nos aviões Saab 2000 e ERJ-145/ERJ-135, respectivamente, garantiu o acesso aos operadores dessas aeronaves para acções de manutenção dos seus motores.

Como base de partida para um novo projecto, já em fase de consolidação, neste movimento, muito terá contribuído a aquisição de aeronaves ERJ-145, pela Portugália Airlines (PGA), no final de 1996. Sendo um operador regional português, a MRO dos motores estaria garantida pela OGMA (se fosse esse o desejo do operador), pelo que era necessário e forçoso que se instalasse, também, capacidade de intervenção na fuselagem e restantes componentes daquela aeronave, tornando a OGMA quase auto-suficiente no apoio a esta frota.

Assente nas excelentes relações desenvolvidas entre a OGMA e a EMBRAER (fabricante brasileiro das aeronaves ERJ-145 e ERJ-135), adquiriu-se a capacidade de intervenção nas fuselagens (células), que aliada à capacidade já existente de intervenção nos motores, potenciou o conceito de capacidade total na aeronave.

Esta oportunidade única tem permitido à OGMA a oferta de MRO a vários operadores regionais utilizadores das aeronaves ERJ-145/ERJ-135, duma forma quase integral.

Actualmente, o apoio a motores e aviões, estende-se já a vários operadores europeus, sedeados em Portugal, Espanha, França, Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Itália, Lituânia, Suiça, com a  possibilidade de se estender a outros países europeus e ao Brasil e EUA (ainda que remota relativamente a estes últimos).

De entre os operadores regionais, muitos há que não ultrapassam o máximo de 10 aviões. Para esses, ficaria extremamente oneroso instalar capacidade de manutenção, ainda que fosse só de apoio às operações do dia-a-dia. Neste contexto, optam por subcontratar a um reparador essa manutenção, chamada de linha. A OGMA tem sido bastante solicitada a providenciar esse tipo de oferta e já está a praticá-lo, nomeadamente, em Espanha e na Suécia, sem contabilizar as inúmeras intervenções locais, através de pessoal deslocado a partir de Alverca. Desta forma, o prestígio da OGMA, tem-se consolidado, entre alguns operadores da comunidade de operadores regionais.

Todavia, todo este processo tem adquirido uma dinâmica que ultrapassa a capacidade tradicional de adequação da OGMA a esta nova realidade. Embora a adaptação se esteja a desenvolver rapidamente, há, no entanto, muito por fazer, com a finalidade de a OGMA adoptar uma nova postura para responder cabalmente a clientes altamente exigentes e em que qualquer atraso num prazo de entrega se paga caro (a indisponibilidade duma aeronave destas para a realização dum voo, e o seu cancelamento, representa um enorme prejuízo para o operador, que acaba por ser reflectido no responsável pelo incumprimento - normalmente, o reparador). (continua)

Agosto 1999

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NOTA

Desde a realização deste estudo (Agosto 1999) até à data actual, ocorreram na OGMA, SA importantes alterações organizativas e estratégicas que, a par da modificação das circunstâncias condicionantes, terão conduzido a empresa a uma situação não necessariamente identificável com as premissas deste estudo. Esse facto, poderá justificar uma significativa divergência entre as conclusões do mesmo e as acções em curso para o sector.


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