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14 Out 2010


ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS

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 ULTRA-SONS

 

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Para identificação de fissuração subsuperficial outro método de END bastante usado é a técnica por "Ultra-Sons".

Esta técnica baseia-se na emissão de sons de elevada frequência (muito acima da gama audível, donde deriva a sua designação de ultra-sons) na superfície a avaliar. O som provoca a vibração mecânica do material constituinte dos componentes de acordo com a sua geometria, massa e material e, naturalmente em função da frequência e amplitude da excitação provocada.

A excitação da peça é originada por equipamentos portáteis de fácil manuseamento, através da produção interna de um vibração mecânica que é, posteriormente, transmitida à peça através duma sonda.

Através de outra sonda, designada de recepção (que na maioria dos equipamentos está instalada na mesma componente que aloja a sonda de excitação, designando-se sonda dupla, noutros existem sob a forma de sondas separadas) são recebidos os ecos de emissão da sonda de excitação.

Estes ecos são distorcidos se existirem vazios de material (fissuras, ocos, poros, etc.) porque a velocidade do som através do ar (que existe nestes vazios) é menor. Os ecos recebidos assinalam todas as arestas, faces, furações e demais acidentes de contorno e de interface existentes na peça a avaliar.

Também neste método de END é necessário existir um padrão (uma superfície equivalente e representativa da superfície a avaliar) para se comparar a resposta do eco através duma superfície isenta de defeitos e do mesmo eco através duma superfície com anomalias. Uma vez mais a competência e experiência dos executantes e intérpretes são fundamentais para a correcta distinção entre anomalias inócuas e verdadeiros defeitos.

Para uma correcta aplicação deste método de END é necessário minimizar os efeitos decorrentes da interface que se estabelece aquando do acoplamento da(s) sonda(s) com a superfície da peça a avaliar. Para se aumentar a eficácia deste método é necessário aplicar um gel em toda a zona de contacto por forma a minimizar a fronteira material entre as superfícies de contacto dos componentes e aumentar a transmissão das ondas sonoras para a peça a avaliar.

Com este método e através duma boa calibração dos padrões utilizados é possível obter uma boa informação acerca das dimensões dos defeitos e a profundidade a que se encontram. Com o auxílio de um sistema de coordenadas e em função da orientação do componente relativamente às sondas é possível localizar-se o defeito no interior da peça.

Este método de END é muito utilizado em grande escala e em série, sobretudo para a avaliação de componentes semelhantes através da utilização comum dos mesmos padrões. Para além da detecção de defeitos este método também é usado para medir espessuras de peças.


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