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09 Out 2010


Se pretende conhecer os fundamentos para a  manutenção de motores, leia esta página.

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 MANUTENÇÃO DE MOTORES

A manutenção de motores justifica-se porque os componentes degradam-se em funcionamento.

A manutenção preventiva impõe-se para reduzir os custos e aumentar a segurança.

 

   

 

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A utilização de aeronaves implica cuidados especiais, de entre os quais a política e o nível de manutenção, em que é fundamental cumprir os níveis de segurança exigidos bem como o estado de prontidão máxima.

A imobilização de aeronaves nos hangares, na doca de embarque, na placa de estacionamento ou na pista de descolagem, por causas imputáveis à manutenção, deve ser evitado.

O custo derivado do cancelamento ou atraso nas partidas é enorme, não só pelas despesas directas e imediatas que origina, como pelo impacte negativo que sempre induz na imagem do operador aéreo.

Para além das anomalias  originadas pela exploração normal dos equipamentos ou daquelas que resultam de situações excepcionais   e  inesperadas,  a utilização  das  aeronaves produz a acumulação de desgastes e defeitos. Os sistemas mecânicos são incompatíveis com a acumulação de danos, assim originados, pelo que, periodicamente, requerem inspecções e acções correctivas ou de substituição.

De todos os sistemas que equipam uma aeronave, os motores estão sujeitos a enormes esforços e bastante expostos a danos. Dado que se trata do sistema de propulsão da aeronave, o seu bom funcionamento é indispensável para manter a aeronave utilizável e fundamental para a sua segurança.

Para além de todos os danos e defeitos surgidos na sequência de condições anormais de funcionamento, existem outros que se desenvolvem passivamente, aumentando, gradualmente, com a acumulação de horas de funcionamento. Para este tipo de situação e apesar de, por vezes, não serem visíveis quaisquer defeitos óbvios, é indispensável avaliar o grau de severidade devida a esses danos passivos. São exemplos destes danos, a corrosão provocada nas superfícies metálicas, a fadiga induzida em todos os componentes sujeitos a esforços cíclicos e a erosão devida à interacção de umas peças com as outras ou com massas de ar.

A corrosão causa a degradação das superfícies, originando perda de material que potencia a redução das dimensões ou a fissuração das peças. A fadiga, reduz a resistência mecânica dos materiais quando expostos a esforços cíclicos. Em conjunto, aceleram a degradação dos materiais constituintes das peças, inviabilizando o seu bom funcionamento em segurança.

A corrosão é agravada sempre que as peças estão sujeitas a temperaturas elevadas ou expostas a elementos químicos altamente interactivos com os materiais constituintes das peças dos motores, como ocorre no interior destes, ao longo de todo o trajecto dos gases quentes, provocados pela combustão e na presença de compostos derivados da queima de hidrocarbonetos constituintes dos combustíveis usados. Por outro lado, o sobrevoo de áreas terrestres quimicamente poluídas e áreas marítimas de elevado teor salino, constituem ambientes adversos e altamente agressivos para os motores.

Decorrente da normal operação das aeronaves, também, o sobrevoo de áreas terrestres arenosas, como os desertos, devido à ingestão de areia pelos motores e de outros agentes abrasivos, originam-se desgastes prematuros, tendo como consequência a redução de dimensões das peças, o aumento de folgas de interacção entre diferentes componentes que, por sua vez, originam outros desgastes, conduzindo a uma rápida degradação dos motores.

A fadiga é, primariamente, preocupante em peças sujeitas a movimentos de rotação ou outros que se repetem, de forma cíclica, no decurso do funcionamento dos motores. Uma vez reduzida a resistência dos materiais em função do número de ciclos de repetição alternativa dos esforços impostos durante o funcionamento do motor, estas peças não poderão continuar a funcionar para além dum determinado período de tempo, pelo que têm que ser substituídas, ainda que não evidenciem defeitos. As peças nestas condições denominam-se peças com tempo limite de vida.

Ao conjunto das actividades de inspecção, substituição, reparação, aquisição, gestão de configuração e controlo do historial das peças, denomina-se manutenção aeronáutica (internacionalmente conhecida por MRO, da versão inglesa Maintenance, Repair and Overhaul), neste caso, aplicada à manutenção de motores aeronáuticos. Estas actividades são, no entanto, sistematicamente complementadas pela montagem e ensaio de conjuntos, módulos e motores completos, por forma a restabelecer as condições de aptidão para uso aeronáutico.

Em complemento à concepção e produção de motores, a sua manutenção constitui uma actividade de importância primordial, tendo em vista assegurar o seu bom funcionamento, em condições seguras, e prolongar a sua utilização, numa perspectiva económica.

A actividade de manutenção engloba elementos dos fabricantes, operadores, autoridades aeronáuticas e reparadores, num ambiente de complementaridade.

Movidos pelo espírito da iniciativa empresarial, os reparadores procuram os seus clientes no seio da comunidade de operadores, adquirindo peças, componentes, ferramentas, equipamentos e outros serviços aos fabricantes, sempre condicionados pela acção vigilante das autoridades aeronáuticas.

Neste fluxo de comercialização de serviços entre fabricantes e operadores, por intermédio dos reparadores, gera-se um negócio global que movimenta cerca de 9.5 mil milhões de dollars, anualmente (valores estimados para 2000), repartidos por diferentes segmentos.

A fim de reduzirem os custos de exploração, os operadores tentam assegurar alguns segmentos deste negócio, evitando recorrer a terceiras entidades, suportando, assim, parte dos custos da manutenção.

 

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